terça-feira, outubro 26, 2010
segunda-feira, outubro 25, 2010
sexta-feira, outubro 22, 2010
toda mulher merece a morte
quando toca o céu sem ver os deuses
na torre mais alta da agonia
fazendo-se imortal na chama consumida
a alma num milagre silencioso
inscrita por inteiro num verso certeiro
feito apenas da primeira palavra
cantada pela voz do pensamento
quando toca o céu sem ver os deuses
na torre mais alta da agonia
fazendo-se imortal na chama consumida
a alma num milagre silencioso
inscrita por inteiro num verso certeiro
feito apenas da primeira palavra
cantada pela voz do pensamento
domingo, outubro 17, 2010
queda que os tolos têm pelas mulheres
eu queria que você fosse a minha betty blue
mas você está mais para amélie poulain
que fazer se não me satisfaz o seu élan
mas sim suas águas mais ao sul
quando me afogam
e me sangra seu cio cínico e um tanto fingido
meus dias de boemia ficaram pra trás
não sei se é atraso de vida as contas a pagar
ou se é um jogo sujo da vida pra me apaziguar
o azul deste domingo agora é o seu rosa fugaz
eu queria que você fosse a minha betty blue
mas você está mais para amélie poulain
que fazer se não me satisfaz o seu élan
mas sim suas águas mais ao sul
quando me afogam
e me sangra seu cio cínico e um tanto fingido
meus dias de boemia ficaram pra trás
não sei se é atraso de vida as contas a pagar
ou se é um jogo sujo da vida pra me apaziguar
o azul deste domingo agora é o seu rosa fugaz
segunda-feira, outubro 11, 2010
enfim o fim do tenebroso inverno
a tua pele torna minhas mãos precisas
na carícia macia o teu olhar inclina
tua boca recita a doçura nas sílabas
me expondo enquanto ando a potência feminina
eu reencontro a mulher no corpo de menina
qual a malícia de alguma fera assassina
nas pequenas mortes o mote de felina
lânguida armadilha nas unhas fesceninas
deflagras a chama da vida ao despertares
és detentora de todos os meus olhares
e eu que não sabia adormecer adormeço
e assim me encontro enfim sem fim no teu começo
a tua pele torna minhas mãos precisas
na carícia macia o teu olhar inclina
tua boca recita a doçura nas sílabas
me expondo enquanto ando a potência feminina
eu reencontro a mulher no corpo de menina
qual a malícia de alguma fera assassina
nas pequenas mortes o mote de felina
lânguida armadilha nas unhas fesceninas
deflagras a chama da vida ao despertares
és detentora de todos os meus olhares
e eu que não sabia adormecer adormeço
e assim me encontro enfim sem fim no teu começo
a vingança do pipoqueiro
a minha maldição é a da carne
carne de vaca
ou de cachorra
e ainda que eu as não comesse
elas me comeriam se pudessem
a minha maldição é a da carne
carne de vaca
ou de cachorra
e ainda que eu as não comesse
elas me comeriam se pudessem
domingo, outubro 03, 2010
poema em linha torta
cada pancada que levo me lapida
única maneira de crer neste desastre
fracassei no amor e no trabalho
deus – se o cresse – fez de mim um deserdado
quando adormeço penso que é a última noite
quando desperto penso que é o último dia
feridas não se curam com o tempo
ainda que meu tempo tenha passado
tenho tempo demais e a cabeça vazia
e guardo esta lâmina fria a seu tempo
meu coração empedernido
esqueceu meus dias coloridos
desde sempre tudo parece cinza
definitivamente não sei a que vim
perdi a oportunidade de fazer algo de mim
e agora de nada me serve este cadáver
sempre esperando o princípio do fim
cada pancada que levo me lapida
única maneira de crer neste desastre
fracassei no amor e no trabalho
deus – se o cresse – fez de mim um deserdado
quando adormeço penso que é a última noite
quando desperto penso que é o último dia
feridas não se curam com o tempo
ainda que meu tempo tenha passado
tenho tempo demais e a cabeça vazia
e guardo esta lâmina fria a seu tempo
meu coração empedernido
esqueceu meus dias coloridos
desde sempre tudo parece cinza
definitivamente não sei a que vim
perdi a oportunidade de fazer algo de mim
e agora de nada me serve este cadáver
sempre esperando o princípio do fim